Conforme Tiago Schietti, a discussão sobre sustentabilidade tem avançado de forma consistente em diversos setores, e o setor funerário começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante nesse debate. Inserido em contextos urbanos complexos, com forte impacto ambiental e social, esse segmento encontra na economia circular uma oportunidade concreta de repensar práticas, reduzir desperdícios e gerar valor de forma responsável.
A economia circular propõe uma lógica diferente, focada no uso eficiente de recursos, na redução de impactos e na integração do setor funerário a um modelo mais sustentável de desenvolvimento. Prepare-se para entender melhor como essa lógica pode ser incorporada às práticas do setor.
O que é economia circular e por que ela dialoga com o setor funerário?
A economia circular parte do princípio de que recursos devem ser utilizados de forma inteligente e contínua, evitando desperdícios e reduzindo a geração de resíduos. Em vez de simplesmente descartar materiais e estruturas, busca-se reaproveitar, reciclar e repensar processos desde a origem. No entendimento de Tiago Schietti, esse conceito dialoga diretamente com os desafios enfrentados pelo setor funerário, especialmente em áreas urbanas densas e ambientalmente sensíveis.
Cemitérios e crematórios lidam com consumo de energia, uso do solo, geração de resíduos e manutenção de estruturas ao longo do tempo. Ao adotar princípios da economia circular, o setor passa a enxergar essas atividades não apenas como obrigações operacionais, mas como oportunidades de inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.
Quais práticas circulares podem ser incorporadas ao setor funerário?
A economia circular pode se manifestar no setor funerário por meio de diversas iniciativas, como exemplifica Tiago Schietti:
- Uso racional do solo e planejamento inteligente de áreas cemiteriais;
- Reaproveitamento e reciclagem de materiais em obras e manutenções;
- Eficiência energética em crematórios e instalações administrativas;
- Gestão adequada e redução da geração de resíduos;
- Manutenção preventiva para ampliar a vida útil das estruturas;
- Integração de soluções sustentáveis no planejamento de novos empreendimentos.
Essas práticas contribuem para a redução de custos operacionais, para o atendimento às exigências ambientais e para a construção de uma imagem institucional mais responsável.

O papel da inovação na construção de um modelo circular
Na análise de Tiago Schietti, a implementação da economia circular no setor funerário está diretamente ligada à inovação. Novas tecnologias, sistemas de gestão, soluções construtivas e métodos operacionais permitem maior controle sobre recursos e processos. A inovação atua como um facilitador, tornando viável aquilo que antes parecia complexo ou inviável.
Além disso, a capacitação das equipes é fundamental nesse processo. Profissionais preparados conseguem identificar oportunidades de melhoria, aplicar boas práticas e contribuir para uma cultura organizacional mais alinhada à sustentabilidade e à responsabilidade social.
Por que a sociedade se beneficia de um setor funerário mais circular?
Para Tiago Schietti, os benefícios da economia circular no setor funerário não se limitam às empresas. A sociedade como um todo é impactada positivamente. Cidades ganham empreendimentos mais bem planejados, com menor impacto ambiental e melhor integração ao espaço urbano. O poder público se beneficia de operações mais organizadas e alinhadas às políticas ambientais.
Para as famílias, a adoção de práticas sustentáveis transmite confiança e reforça a imagem de um setor comprometido com valores éticos e sociais. Em um momento de despedida, saber que o serviço prestado respeita o meio ambiente e a coletividade agrega significado e responsabilidade ao processo.
Economia circular e o futuro do setor funerário
Por fim, o futuro do setor funerário passa, inevitavelmente, pela adoção de modelos mais sustentáveis e eficientes. A economia circular oferece um caminho concreto para essa transformação, unindo responsabilidade ambiental, eficiência econômica e compromisso social. Ao incorporar princípios circulares, o setor funerário se posiciona de forma mais preparada para enfrentar desafios urbanos, ambientais e regulatórios.
Autor: Eduard Zhuravlev

